A cor do sol, irradiando intensa sobre o chão de terra batida, casais dançando coladinhos, mulheres em vestidos de chitão, bandinha na única pracinha de uma cidadezinha no interior do Pernambuco. Os cheiros de comidas típicas, a sedução e a paixão das letras fazendo os casais colarem ainda mais os corpos uns nos outros, num balanço suave e apaixonado. E dessa pegada de perfumes agrestes, a Cor do Sol aglutina tons da música popular, do choro, o improviso do jazz, os maneirismos inebriantes do reggae, hermetismos, experimentalismos.
Formada no subúrbio carioca, a Cor do Sol está na estrada há 4 anos levando na suavidade de sua flauta, na força da sua zabumba e na voz deliciosa de sua vocalista o fino do tradicional forró aliado aos cavaco, violão e contrabaixo que dialogam com o chorinho, para todos os cantos do Rio de Janeiro. Fazendo homenagem a clássicas composições do estilo, o grupo alterna as leituras das mesmas com trabalhos próprios, feitos exatamente no mesmo perfil de apreço pelas raízes do forró sem largar mão de novas sonoridades e estilos para enriquecer o som da banda.
O grupo todo circula por diversas sonoridades e em íntima relação com o mundo da música, numa clara relação de diálogo com estilos e sonoridades.
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